quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Luz no fim do túnel ( i )

Estava eu mimindo na nossa casa-M. ( de Marinoca, a outra parte de mim), quando decidi ir nadar. Há tempos atrás, quando fundimos nossos timos*, criamos um calor mais quente do que um milhão de sóis. E a fim de aproveitar o calor do verão, fui pra faculdade na qual estudo - um lgar muito bonito na Urca. Lá tem uma piscina muito gostosa onde, há alguns períodos letivos, aproveito para brincar de peixe Crawl, de borboleta-golfinho, de sapo-peito...

Agora , no verão de 2007até o dia 09 de fevereiro, estava participando do Curso de Verão - feito sob medida àqueles loucos por diversões físicas férias adentro. Pois bem, estava vindo lá de Copacabana-M. para o dito campus da "praia vermelha" da UFRJ. Vinha de BICICLETA. Desde que comecei a namorar a lindinha, essa magrela passou a ser cada vez mais o meio de locomoção preferido para escapar dos engarrafamentos e outras coisas mais (qualquer momento escreverei melhor sobre o assunto).

Iámos pra todo canto: eu, camelo com garrafinha d'água & capacete - o que algumas vezes gerava inconvenientes com a Namô (M.) - e já era quase uma característica identitária proutros:
Qual Tiago? - O Bahia, aquele que tá sempre carregando o capacete (passarinho) de bicicleta! - Ah, seiqualé...
Porém, ai porém, o caso diferente passava pelo túnel Novo - que liga Princesa Isabel em Copa com a Lauro Müller em Botafogo. Ali sucedeu o sucedido: uma van fechou um ônibus, cujo motorista desviou-se por reflexo e bateu na roda de trás da bicicleta que guiava. Mas eu não estava na ciclovia do lado esquerdo da pista, uma vez que haviam tentado me assaltar nesse corredor estreito - geral que pedala por lá sabe que é meio tenso passar por ali.

No entanto, a soberba testosteronal + arrogância do super-jovem cheio dos reflexos acreditava ser capaz de previnir acidentes corriqueiros. Embora os veículos normalmente entrassem no túnel jogando pra esquerda pra pegar a agulha no Rio Sul adiante (especialmente os ônibus), naquele dia tal pré-concepção era equivocada. Tava cedo e o tráfego intenso obrigava o uso completo das faixas de rolamento. Isso tudo pra dizer que a empáfia de achar estar sempre no lugar Mais seguro possível - ainda que às vezes isso significasse lugares expostos como entre duas mãos de ruas tipo das Laranjeiras - acabou dando no que deu!

Quanto mais alto semeia orgulho, mais forte é o vento da queda. Não vi nada. Não senti nada. Diante do trauma crítico, o corpo apagou-se por defesa. A consciência lembrável só foi acordar de baixo do omnibuds ( etimologia latina de ônibus siginificando paratodos) - acho que é assim a escrita... Zum, Zum, Zum. Só dava pra ver as sombras dos carros passando por debaixo das rodas do busão. A idéia principal ali era sair de embaixo-do-lado dele, pois caso batessem na traseira e o dito cujo partisse pra cima de mim seria o Fim corpóreo. Sim, quem havia sido atrpelada fora a bike, eu "apenas" havia sofrido alguns arranhões.

Desilusão, desilusãããão... Dancei ao ver o estado da patinha esquerda posterior - a mami (Patrícia) sempre me chamou de vira-lata, o que se mostraria uma grande ironia no futuro próximo - visto que parecia o filme Exterminador do Futuro II quando a mão do terminator resta na lava com apenas os cabinhos desnudos. Ou seja, a parada tava tensa para ca(pa)cete: apalmadamãotavatodamacerada,comsanguepulandopraforaeosdedosbastantemachucados. Mesmo agonizante, havia esperança de tudo dar certo. E assim desmaiava de novo...

* o timo é um "órgão" grandão quando a gente é criança e que diminui quando a gente vai crescendo. Ele fica pertinho do coração e é associado à bondade, ao amor e sentimentos congêneres em algumas culturas. Por isso gosto de dizer que a amo do fundo do timo quase que transbordante de alegria.

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